• Palmital, 23 de Julho de 2019.

MP altera denúncia do caso Tatiane Spitzner na tentativa de aumentar pena de marido

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) alterou a denúncia contra o biológo Luís Felipe Manvailer, de 32 anos, que é réu pela morte da esposa Tatiane Spitzner, em Guarapuava, na região central do Paraná, na tentativa de aumentar a pena com base no resultado do exame de necropsia.
Na complementação da denúncia, concluída na terça-feira (25), a promotoria incluiu a qualificadora meio cruel ao crime de homicídio devido ao "intenso sofrimento físico e psíquico" da vítima, que, segundo o laudo, foi morta por asfixia mecânica causada por esganadura e com sinais de crueldade.
As outras qualificadoras não foram alteradas. O aditamento à denúncia foi aceito pela Justiça nesta quinta-feira (27). A juíza Paola Gonçalves Mancini deu novo prazo, de 10 dias, para manifestação da defesa do réu. A primeira denúncia foi aceita em 8 de agosto.
De acordo com o promotor Pedro Henrique Brazão Papaiz, com o laudo fica caracterizado o uso de meio cruel no crime. "A importância prática da qualificadora é que se for reconhecida acarreta em aumento de pena", explica.
Segundo ele, os peritos apontaram a existência de 25 lesões externas no corpo da vítima. "Demonstra que as agressões não se limitaram àquelas captadas pelo sistema de segurança. Continuaram no apartamento", afirma.
O resultado do laudo foi divulgado pelo Instituto Médico-Legal (IML) em 20 de setembro. O corpo da vítima foi encontrado em 22 de julho dentro do apartamento onde ela morava com o marido. Manvailer foi preso no mesmo dia, a mais de 300 km da cidade. Ele nega as acusações.
Fonte: G1