• Palmital, 18 de Setembro de 2020.

Em Curitiba hacker preso com R$ 632 mil se passava por funcionário de bancos para aplicar golpes

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o hacker preso com R$ 632 mil dentro do apartamento em que mora, em Curitiba, ligava para correntistas e se passava por funcionário de bancos para aplicar os golpes.
O suspeito foi preso nesta quinta-feira (13) na 5ª fase da Operação Open Doors.
Segundo as investigações, o indivíduo é suspeito de ligar para correntistas de bancos e fingir que era um funcionário para acessar contas bancárias de outras pessoas ou roubar senhas.
"Ele também induzia as pessoas a acessarem sites falsos dos bancos que roubavam essas informações dos correntistas", afirmou o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti.
Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), que comandou a operação, o hacker fazia parte de uma rede de hackers com atuação em todo o Brasil, que movimentou cerca de R$ 150 milhões entre 2016 e 2018.
De acordo com Batisti, os hackers trocavam experiências e ensinavam técnicas entre si. "Além da aplicação do golpe, eles ganhavam uma espécie de comissão por ensinar o know-how do golpe a outros hackers", afirmou.
 
Além de R$ 632 mil apreendidos dentro da cobertura onde mora, no Centro de Curitiba, os policias também apreenderam com o hacker computadores, caixas de som, monitores e televisores de 60 polegadas.
Segundo o Gaeco, os equipamentos ficavam em um cômodo de onde ele aplicava os golpes em clientes do Brasil inteiro.
Além dos equipamentos, ainda foram apreendidos com ele dois carros de luxo.
Fonte: G1 PR